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Maurícias

République de Maurice
Republic of Mauritius
Republik Moris
República das Maurícias


Bandeira



Brasão de Armas

















A localização do conjunto das ilhas Maurícias no globo terrestre


A ilha principal, Maurícia, com a capital do país, Port Louis.



Localização:
África, África Oriental, África Austral.


Origem / Pequeno resumo histórico:
Etimologia - Local de visita de marinheiros que vieram da Arábia durante o século XV e nomeado em língua árabe como Diva Mashriq (المغنية المشرق), "ilha oriental", as Maurícias de hoje (da língua inglesa Mauritius e do francês Maurice) é visível nos mapas da época. Um século depois, troca-se o nome pelo de Cirne, recebido dos portugueses, pelos quais foi encontrada deserta e não tiveram o desejo de ocupação, e depois pelo de Mascarenhas, que descobriu a vizinha ilha de Reunião.
Os holandeses, que chegaram em 1580, deram-lhe o nome de Maurício, deferindo-se aos tathouder Maurício de Nassau. Em 1715 os Países Baixos entregaram a ilha para ser dominada pela Companhia Francesa das Índias Orientais, quando a colónia começou a ser chamada de «Île de France».
Em 1814, quando a ilha passou a ser administrada pelo Reino Unido, foi retomado o nome Maurícia, conservado até hoje. Em português europeu, o uso e as fontes lexicográficas têm, no entanto, privilegiado a forma Maurícia, a par de Ilhas Maurícias.

Escravos trabalhando na cana do açúcar na ilha de Reunião, nos finais do Século XIX.


História - A ilha foi descoberta por portugueses em 1505. Foi primeiro colonizada pelos holandeses, em 1638, e recebeu o seu nome em honra ao príncipe Maurício de Nassau.
A independência aconteceu em 1968, mas as Maurícias mantiveram como chefe de Estado o monarca do Reino Unido. Apenas se tornou uma república em 1992, sendo membro da Commonwealth. As ilhas possuem um governo democrático estável com eleições livres e regulares e direitos humanos positivos. Consequentemente, atraiu grande investimento estrangeiro, ganhando assim a maior renda per capita de África.




Cultura:
A cultura das ilhas Maurícias envolve uma mistura de diversas culturas através da história da ilha, incluindo influências indianas, europeias e africanas.

Culinária - A culinária nacional é a mistura de influências da cozinha Criola, Chinesa, Francesa e Indiana. É comum a combinação destas culinárias para a elaboração de um prato.
Maurícias tem fortes laços culturais com a França. A popularidade dos pratos franceses como o daube, civet de lièvre ou coq au vin, servidos com vinho, mostram a prevalência da Culinária de França nas Maurícias na actualidade. Com o passar dos anos algumas receitas foram sendo adaptadas, com a junção de ingredientes mais exóticos, nativos da ilha, conferindo em muitos casos um sabor único.
A produção de rum é comum na ilha. A cana de açúcar foi inicialmente introduzida pela colonização holandesa no ano de 1638.

Música – A sega, mistura de ritmos africanos e europeus, normalmente cantada em crioulo, é uma criação local e um importante produto turístico.

LínguasSendo ao mesmo tempo um país de língua Inglesa e de língua francesa, Maurícias é membro da Comunidade das Nações e da Francofonia.
A constituição das ilhas Maurícias não faz referência a uma língua oficial. No Parlamento nacional a língua oficial é o inglês; qualquer membro da Assembleia Nacional também pode usar o francês. O inglês é particularmente cultivado pela população de origem indiana e o francês é usado principalmente pelos meios de comunicação social e na área literária.
O inglês e o francês são geralmente aceites como as línguas oficiais das Maurícias e como línguas de trabalho na administração do governo, tribunais, e de negócios. A constituição das Maurícias é escrita em inglês, enquanto algumas leis, como o Código Civil, são em francês.
O português tem sido promovido e já é ensinado em algumas instituições com a finalidade de cumprir as condições para o país alcançar uma das suas metas, que é ser membro da CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa.



Principais recursos naturais:
Recursos baseados na agricultura: Chá, tabaco, flores ornamentais e, principalmente, cana de açúcar.


Datas comemorativas:
Abolição da escravatura – 1 de Fevereiro - Celebra a data da abolição da escravatura, em 1835;



Dia Nacional – 12 de Março – Celebra a data da independência como país em 1968 e como República, em 1992.



Símbolos nacionais:
Bandeira nacional;
Brasão de Armas;
Hino NacionalMotherland - (Terra-mãe);
Insígnia das aeronaves da Maurícia;
Dodo – (Raphus cucollatus) – Ave não voadora, endémica da ilha Maurícia. Tinha cerca de um metro de altura e podia pesar entre 10 e 18 Kg. A primeira referência a esta ave foi através de marinheiros holandeses em 1598. Foi considerado extinta em 1681, depois de ter sido caçada por marinheiros famintos, pastores, animais domésticos e espécies invasoras introduzidas na ilha. Foi também muito exportada para a Europa. Além de estar representada no Brasão de Armas, é frequente o seu uso como mascote das ilhas Maurícias.

Insígnia das aeronaves das Maurícias


Dodo - Modelo em gesso e cera feito por taxidermistas do
Museu de História Natural de Paris, meados do Século XIX.


Lema:
Stella Clavisque Maris Indici (Latim: "Estrela e chave do Oceano Índico")


Capital:                                                          
Port Louis

Imagem nocturna de Port Louis, capital das Maurícias


Línguas oficiais:
Nenhuma foi oficializada. As mais usadas são o Francês, Inglês e Crioulo das Maurícias.


Moeda oficial:                                                    Tipo de Governo:
Rupia da Maurícia (MUR)                                República parlamentarista


Vista parcial de Port Louis


Data de admissão como membro da ONU (Organização das Nações Unidas):
24 de Abril de 1968


Organizações / Relações internacionais:
  • ONU – Organização das Nações Unidas;
  • ANWFZ – Tratado Africano para a Formação de uma Zona Livre de Armas Nucleares;
  • AOSIS – Aliança dos Pequenos Estados Insulares;
  • BAFD – Banco Africano de Desenvolvimento;
  • BIRD – Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento;
  • COI – Comité Olímpico Internacional;
  • COMESA – Mercado Comum da África Oriental e Austral;
  • Commonwealth of Nations – Comunidade de Nações;
  • Grupo dos 77 – Nações em desenvolvimento;
  • CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (observador associado desde 2006);
  • ICDO – Organização Internacional de Protecção Civil (membro observador);
  • INTERPOL – Organização Internacional de Polícia Criminal;
  • IPU – União Inter-Parlamentar;
  • IRENA – Agência Internacional para as Energias Renováveis;
  • IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais;
  • MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos;
  • MNA – Movimento dos Países Não-Alinhados;
  • OIF – Organização Internacional da Francofonia;
  • OIM – Organização Internacional para as Migrações;
  • OMC – Organização Mundial do Comércio;
  • PCA – Tribunal Permanente de Arbitragem;
  • RAMSAR – Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional;
  • SADC – Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral;
  • TPI – Tribunal Penal Internacional;
  • UA – União Africana;
  • WCO – Organização Mundial das Alfândegas;
  • WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual.


Património Mundial (UNESCO):

  • Aapravasi Ghat (2006) – O Aapravasi Ghat em Port Louis, na ilha Maurícia, é um complexo de edifícios que contêm escassos indícios das primeiras facilidades da ilha para receber trabalhadores da Índia. Actualmente, os descendentes daqueles imigrantes constituem 68% da população das Maurícias. Depois da abolição da escravatura, o Império Britânico executou um plano para substituir os escravos africanos por trabalhadores escravos por dívida, de outros países, principalmente da Índia. As Maurícias foram o primeiro território onde o plano foi executado. Uma grande parte da população da ilha chegou através deste plano. Do complexo, fundado em 1849, apenas cerca de 15 % sobreviveu, incluindo a porta, o hospital e algumas ruínas.

Ruínas de Aapravasi Ghat representando as latrinas para os escravos (UNESCO)



  • Paisagem cultural de Le Morne (2008) - O sítio, uma rugosa montanha aos pés do Oceano Índico, no sudoeste da ilha Maurícia, foi usado como abrigo por escravos foragidos, nos Séculos XVIII e XIX. Protegidos pelos isolados e praticamente inacessíveis precipícios da montanha, os escravos foragidos formaram pequenas povoações nas grutas e no cume do monte Le Morne. As tradições orais associadas aos povo dos quilombolas transformaram Le Morne num símbolo da luta dos escravos pela liberdade, do seu sofrimento, do seu sacrifício, que tinham relevância para os países de onde os escravos vieram - África Continental, Madagáscar, Índia e Sudeste Asiático. A ilha Maurícia, uma importante paragem no antigo comércio de escravos, ganhou a alcunha da "Terra dos Quilombolas", devido ao grande número de escravos foragidos que viveram em Le Morne.

Vista aérea da Península de Le Morne, com o monte que tem o mesmo nome (UNESCO)


Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO):

  • O Segá típico das Maurícias (2014) – O Segá é a música tradicional das ilhas Mascarenhas (ilha de Reunião e ilha Maurícia) e tem a sua origem nos escravos vindos de diversos países, trazidos pelos colonizadores europeus. Pode considerar-se que o Segá é uma evolução da música tradicional das ilhas Maurícias e da ilha de Reunião com músicas de baile europeias, como a Polca e a Quadrilha. Nas suas formas mais modernas foi combinada com outros géneros, como o Jazz e o Reggae.

Uma dançarina de Segá na ilha Maurício (UNESCO)


Património Documental inscrito no Registo da Memória do Mundo (UNESCO):

  • Arquivos sobre a ocupação francesa das ilhas Maurícias (1993);
  • Arquivos do inventário das Maurícias, Departamento dos Arquivos Nacionais, Biblioteca Nacional e Instituto Mahatma Gandhi, na ilha Maurícia (2015).


Rede Mundial de Reservas da Biosfera (UNESCO):

  • Parque Nacional Gargantas do Rio Negro, da Reserva da Biosfera Macchabee / Bel Ombre (1977) - Esta reserva da biosfera é importante para a conservação dos últimos remanescentes da vegetação endémica das ilhas, a floresta tropical perene. Cerca de 25% da flora e fauna das Maurícias é endémica da ilha mas, com a invasão de espécies exóticas, a natureza indígena está em alto risco. Como parte do Parque Nacional das Gargantas do Rio Negro, a reserva da biosfera promove a conservação local através da intervenção humana (por exemplo, remoção de espécies exóticas, captura de macacos introduzidos) e conservação no exterior do Parque, como a introdução de plantas noutros locais e a reprodução de aves em cativeiro.



Vista do Parque Nacional Gargantas do Rio Negro (UNESCO)


Fonte:
Wikipedia, a enciclopédia livre

O napalm e o Facebook

No mundo das chamadas novas tecnologias sempre fui adverso a qualquer rede social ou a qualquer relacionamento de amizade que se possa travar virtualmente, se é que se possa chamar a isso de "amizade".
Até tenho uma conta no facebook, é verdade, mas só a pedido de várias famílias e amigos e para manter contacto com algumas pessoas reais que fazem parte da minha vida. Se me perguntarem quantas vezes vou ao meu facebook, direi que a maior parte das vezes até me esqueço que tenho conta aberta. Por isso, raramente lá vou.
Vem isto a propósito de ter encontrado um artigo deveras interessante sobre este tema, publicado no blog NÚMERO F/, de Manuel Vilar de Macedo, e que, com a devida vénia, passo a transcrever.
Carlos Pedro


Eu sei que sou a única pessoa do mundo que não gosta do facebook. Na verdade tenho lá uma conta, mas só serve para manter contacto com algumas pessoas. Há muitas razões para que eu não perca horas da minha vida no facebook, mas Mark Zuckerberg e seus associados continuam regularmente a fornecer-me provas de que este meu desdém pela «rede social» é inteiramente justificado. 
A última delas foi a que se segue: o jornal norueguês Aftenposten publicou, não sei a que propósito, a conhecida fotografia de Nick Ut que reproduzo acima na sua página do facebook. Evidentemente, todos sabem que esta fotografia mostra a fuga de várias crianças de uma aldeia vietnamita atacada por engano pela força aérea sul-vietnamita com uso de napalm. A criança que se vê no meio do enquadramento está nua porque foi atingida pelo napalm, o que lhe provocou uma sensação de ardor insuportável. Nick Ut, o fotógrafo, atirou-lhe baldes de água, mas a criança, de nome Phan Thi Kim Phuc, continuou a gritar queixando-se do calor. 
Não sei por que o jornal norueguês decidiu publicar a fotografia de Nick Ut na sua página do facebook; o que sei é que alguém entendeu que aquela imagem colidia com os padrões morais do facebook relativos a imagens de nudez infantil e houve por bem eliminá-la da página do Aftenposten. 
Os leitores do Número f/ poderão, eventualmente, não compreender a razão por que a fotografia foi apagada; e, de facto, é difícil de entender. É, simplesmente, daquelas coisas que fazem recuar as fronteiras da estupidez humana. Francamente, em que estavam os guardiães da moral facebookiana a pensar? Que a fotografia de Nick Ut é obscena, ou mesmo pornográfica? Que a intenção do fotógrafo foi a de fotografar uma menina vietnamita nua, quem sabe para seu prazer e de alguns pervertidos? 
Esta polémica absurda dá que pensar. Só uma mente muito perturbada poderia imaginar que a nudez de Phan Thi Kim Phuc tem algo de indecente, imoral ou ofensivo. Se há algo indecente, imoral ou ofensivo nesta fotografia é o que ela retrata – o horror da guerra e dos seus «danos colaterais» (que é o que agora chamam aos crimes contra civis cometidos durante guerras). Que isto passe ao lado dos censores e estes só vejam aqui uma fotografia de uma criança nua levanta questões curiosas, como a falta de informação e de ilustração desses guardiães do pudor. Não conhecer a fotografia de Nick Ut é, só por si, bastante grave; não entender a sua mensagem é ainda mais grave, mas reduzir tudo à questão da nudez da menina é gravíssimo. Ou melhor: a gravidade não está em que haja pessoas tão ignorantes e pervertidas: está em elas terem uma profissão que consiste em fazer censura com base em juízos morais. 
Deste modo, temos o dever de concluir que o facebook é gerido por gente ignorante, moralmente dogmática, obtusa, completamente desprovida de noção do ridículo e pervertida. Sim, porque só uma mente doentia consegue ver malícia numa fotografia como esta, abstraindo por completo das suas circunstâncias e vendo apenas a criança nua.

Digiscoping – Dynamic range

Enciclopédia Altimagem de Fotografia


(continuação)

Nota: quando os símbolos se encontram ao centro, dois ou mais dos termos seguintes possuem a mesma simbologia.






DIGISCOPING Digiscoping é uma técnica utilizada para fotografar a grandes distâncias com uma câmara acoplada a um óculo, luneta, telescópio ou telescópio óptico. O alcance é muito maior do que as objectivas ou tele-objectivas tradicionais. A técnica consiste em unir uma câmara digital, SLR ou compacta com um telescópio, utilizando entre os dois elementos a própria ocular do telescópio. Esta técnica também é conhecida como "Fotografia afocal", "Imagem afocal" ou "Projecção afocal". (imagens 1 e 2). Ver FOTOGRAFIA AFOCAL.

Imagem 1: Trajectória da luz através de uma combinação digiscoping de uma câmara compacta com uma luneta


Imagem 2: Luneta com adaptador para uma câmara reflex.


DIN – (1) - O DIN foi estabelecido em 22 de Dezembro de 1917 como "Normenausschuss der deutschen industrie " - NADI. Uma das normas DIN é a DIN 476, criada em 1922 e que deu origem à actual norma ISO 216, adoptada pela maioria dos países e que define os tamanhos padrão das folhas e dos envelopes de papel. Em Portugal foi adoptado em 1954. O DIN representa os interesses dos alemães junto de organizações internacionais de normalização, como o ISO, entre outras. (imagem 3).

(2) - Índice de sensibilidade dos materiais fotográficos da DIN - “Deutsches Institut für Normung” (Instituto Alemão de Normalização), que é o organismo nacional de normalização da Alemanha. Cada três valores DIN duplica a sensibilidade fotográfica. Ver ANSI; Ver ASA; Ver ISO; Ver GHOST.

Imagem 3: Comparação dos tamanhos mais comuns das folhas de papel
da Série "A", originados pela norma DIN e adoptados pelo padrão
internacional ISO 216.




DÍODO DE CRISTAL LÍQUIDO – Ver LCD.


DÍODO EMISSOR DE LUZ – Ver LED.


DIOPTRIAdioptre  A dioptria (D) é a unidade de medida utilizada para exprimir a potência focal de uma lente, em oftalmologia, ou das lentes constituintes de uma objectiva fotográfica. Ver POTÊNCIA FOCAL


DISPARADOR DE CABO cable release camera Ver CABO DISPARADOR; Ver DISPARADOR DO OBTURADOR.


DISPARADOR DO OBTURADOR shutter-release – Mecanismo ou circuito electrónico destinado a activar o obturador, a fim de expor o filme. O disparador do obturador é, geralmente, premido manualmente. No entanto, quando existe necessidade de obter imagens com baixas velocidades do obturador, e a fim de evitar que as imagens fiquem tremidas por movimento da câmara, são utilizados acessórios ou dispositivos electrónicos que primem o disparador do obturador à distância:
Nas câmaras analógicas é geralmente usado um cabo disparador manual que é fixado através de uma rosca no disparador do obturador.
Nas câmaras digitais foi substituído por controle remoto, através de um disparador com ou sem sensores (por infravermelhos, luz, som ou laser), com ou sem sensores adicionais (placas de pressão, humidade ou temperatura) ou disparador universal, com ou sem temporizador. (imagens 4 e 5). Ver CABO DISPARADOR.




Imagem 4: Cabo disparador manual
Imagem 5: Disparador do obturador (1) e
selector rotativo da velocidade do obturador (2)
de uma câmara Nikkormat.
















DISPARO CONTÍNUO – Ver BURST MODE.


DISPARO LENTOslow shooting – Ver LONGA EXPOSIÇÃO.


DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO DE DADOSdata storage device  Um dispositivo de armazenamento de dados é um conjunto de componentes digitais que fazem parte do hardware de um computador. Os dados (fotos, imagens, vídeos, filmes, etc.) são gravados num suporte de armazenamento de dados de forma temporal ou permanente. São muito variados os dispositivos existentes, entre os quais se destacam:

  • Dispositivos magnéticos (fita magnética, disco flexível ou disco duro, etc.);
  • Dispositivos ópticos (leitores e gravadores de CD-ROM, CD/R-RW, DVD-ROM, DVD/R/RW, BD, etc.);
  • Unidades de discos magneto-ópticos (Zip,Jaz, SuperDisk, etc);
  • Unidades sólidas (flash drives, cartões de memória, SSD, etc.).
(imagens 6 e 7).
Ver ARMAZENAMENTO; Ver ARMAZENAMENTO DIGITAL.

Imagem 6: Vários tipos de cartões de memória


Imagem 7: Exemplo de discos Blu-ray



DISTÂNCIA FOCALfocal lenght – Distância entre o ponto nodal posterior da fotografia e o plano focal, quando a focagem está feita para o infinito. Por outras palavras, é a distância entre a objectiva e um ponto determinado, onde se forma a imagem focada de um assunto a grande distância, quando a objectiva está focada para o infinito. A distância focal de uma objectiva determina o tamanho final da imagem fotográfica. Em geral, quanto maior for a distancia focal da objectiva menor será seu respectivo ângulo de visão (imagens 8 e 9). Ver ALCANCE FOCAL; Ver ÂNGULO DE COBERTURA; Ver ÂNGULO DE VISÃO; Ver DISTÂNCIA FOCAL EQUIVALENTE; Ver CAMPO DE VISÃO; Ver COMPRIMENTO FOCAL; Ver PLANO FOCAL; Ver PONTO NODAL; Ver PROFUNDIDADE DE CAMPO.


Imagem 8: Exemplos que ilustram os ângulos de cobertura (em graus),
os ângulos de visão (campos coloridos) e a distância focal (em milímetros).



DISTÂNCIA FOCAL EQUIVALENTE equivalent focal lenght Todas as lentes, sem excepção, possuem uma distância focal, que é a distância que os raios de luz que entram na lente percorrem até a imagem focar. Fala-se em lentes de 35 mm, 50 mm, 18-55, 14-150, mas estes valores podem não traduzir a distância focal real quando a lente é montada numa câmara. Com efeito, todos os fabricantes de lentes indicam a distância focal com base no padrão mais comum na era analógica: a do fotograma de 35 mm dos rolos de película 135, correspondente a uma área de 24×36 mm. É esta a referência utilizada para medir a distância focal das lentes. Simplesmente, os sensores das câmaras digitais são, por regra, mais pequenos que o fotograma de 35 mm, com excepção do Full Frame, cuja área é de 24x36 mm. Como se pode ver na imagem 8, existem diversos sensores cuja área é consideravelmente menor que a do filme de 35 mm (a castanho). Isto significa que a distância focal de uma dada lente varia conforme o sensor da câmara na qual é montada. A esta variação chama-se distância focal equivalente, também denominada EFL (Equivalent Focal Length) ou crop factor (factor de corte). (imagem 10). Ver DISTÂNCIA FOCAL; Ver FACTOR DE CORTE.
 
Imagem 9: Distância focal.


Imagem 10: Exemplo do formato de vários tipos de sensores, comparativamente ao do fotograma de 35 mm.



DISTÂNCIA HIPERFOCAL hyperfocal distance – A distância hiperfocal de uma objectiva fotográfica é a mínima distância que se pode focar com essa objectiva (objecto mais próximo em foco), quando a objectiva está focada para o infinito. Estabelecer o foco nessa distância, ao invés de no infinito, fará com que os planos mais distantes permaneçam em foco, além de estender a profundidade de campo, a fim de incluir outros planos mais próximos da câmara. A distância hiperfocal depende vários factores, nomeadamente da distância focal e do diafragma utilizados, mas fundamentalmente do tamanho do círculo de confusão que dermos como bom. Na realidade, a profundidade de campo é um conceito que depende, em grande parte, da tolerância que tenhamos para determinar o que está focado e o que não está (definição do nosso sensor ou película, grau de ampliação, condições de visualização, etc.). (imagem 11). Ver PROFUNDIDADE DE CAMPO.


Imagem 11: A distância hiperfocal



DISTORÇÃO CAPITONEpincushion distortion  Aberrações pelas quais a ampliação da imagem aumenta com a distância do eixo óptico. O efeito visível é que as linhas que não passam pelo centro da imagem são curvadas para dentro, em direcção ao centro da imagem, fazendo com que os cantos dos quadrados formem pontos alongados, como uma almofada. Também conhecido como "Distorção de almofada". (imagem 12). Ver ABERRAÇÃO ou ABERRAÇÃO ÓPTICA.


Imagem 12: Exemplo visual de uma distorção capitone ou distorção de almofada


DISTORÇÃO GRANDE-ANGULAR wide-angle lens distortion – Alteração na perspectiva causada pelo uso de lente grande-angular (distância focal pequena) muito próxima ao objecto.Os objectos aparecem esticados ou mais distantes do que realmente são. No entanto, com a tecnologia actual é possível apresentar objectivas grande-angular com baixa distorção ou mesmo sem distorção. Também se verifica uma grande distorção, que é característica das objectivas super grande angular, como as chamadas fish eye - olho de peixe, que permitem uma distorção de 180º. (imagens 13 a 15).


Imagem 13: Trajectória dos feixes de luz numa objectiva super grande angular (olho de peixe)



Imagem 14: Imagem realizada com objectiva olho de peixe (à esquerda), e corrigida (à direita)



Imagem 15: Objectiva olho de peixe, 6 mm, f/2.8, montada numa câmara Nikon F2. Museu Nikon, Tóquio, Japão.




DISTORÇÃO TUBULARtubular distortion  Aberração pela qual a imagem de um quadrado é mais ampliada no centro do que nas suas bordas – produzindo um formato similar à secção transversal de um tubo.




 
DLP  Iniciais em inglês de "Digital Light Processing" - Processamento digital de luz, é uma tecnologia usada em projectores e vídeo-projectores. Foi originalmente desenvolvida pela Texas Instruments, em 1987 pelo Dr. Larry Hornbeck. Em projectores DLP a imagem é criada por espelhos microscópicos organizados numa matriz sobre um chip semicondutor, conhecido como Dispositivo Micro-espelhado Digital ou Digital Micromirror Device (DMD). Cada espelho representa um pixel na imagem projectada. O número de espelhos corresponde à resolução da imagem projectada. As matrizes 800x600, 1024x768, 1280x720, e 1920x1080 (HDTV) são os tamanhos DMD mais comuns. Num projector DLP com um único chip, as cores são produzidas através da interposição de uma roda de cores de, pelo menos, três cores (vermelho, verde e azul) entre a fonte de luz e o chip DMD, ou por meio de três fontes luminosas distintas LED ou laser, que são activadas alternadamente. O chip DMO é sincronizado com a cor projectada e gera, em sequência, imagens coloridas diferentes que, sendo projectadas rapidamente, aparecem como uma única imagem a cores. (imagens 16 e 17). Ver DMD; Ver TEXAS INSTRUMENTS.


Imagem 16: Logotipo DLP



Imagem 17: Funcionamento de um sistema DLP com 4 espelhos.



DMD  digital micromirror device  Iniciais em inglês de "dispositivo digital de micro-espelhos", é um tipo de semi-condutor óptico. É a base da tecnologia de projecção DLP, e foi inventado em 1987 por Larry Hombeck e William E. Nelson da empresa Texas Instruments, nos Estados Unidos. (imagem 18). Ver DLP; Ver TEXAS INSTRUMENTS.

Imagem 18: DMD da Texas Instruments.



DOWNLOAD  Processo de mover dados de computador de um local para outro. Embora o termo seja utilizado normalmente para descrever a transferência ou o processo de download de dados da Internet, ele também é utilizado para descrever a transferência de fotos de um cartão de memória ou de uma câmara digital para o computador. Exemplo: "Eu fiz o download das fotos no meu PC".



DRIFFIELD, VERO CHARLES  (1848-1915) – Juntamente com Ferdinand Hurter estudou as emulsões fotográficas, tendo lançado as bases da moderna sensitometria. Produziu a primeira curva característica de emulsões fotográficas, a curva H e D. O seu trabalho ajudou a estabelecer os critérios fundamentais para determinar a sensibilidade das películas modernas, como ASA e ISO. Ver ASA; Ver ISO; Ver CURVA CARACTERÍSTICA; Ver GAMMA; Ver HURTER, FERDINANDVer SENSITOMETRIA.



DOLLOND, JOHN  (1706-1761) – Construtor de telescópios, físico e óptico inglês. Em 1758 publicou "Account of some experiments concerning the different refrangibility of light” na revista científica publicada pela Royal Society, onde descrevia as experiências que o levaram a descobrir uma maneira de construir lentes acromáticas, mediante a combinação de "vidro flint" e "vidro crown". Patenteou a comercialização de lentes acromáticas. (imagem 19). Ver LENTE ACROMÁTICA.


Imagem 19: John Dollond.




DOMINANTE DE COR colour cast  Dá-se o nome de dominante de cor à tonalidade de uma cor específica, normalmente indesejada, e que afecta uniformemente a totalidade, ou parte, de uma imagem fotográfica. Certos tipos de luz podem afectar a película ou o sensor, causando dominante de cor. Um motivo, ao ser iluminado com fontes de luz de diferentes temperaturas de cor, causa frequentemente dominantes de cor nas zonas de sombra. Quando a câmara não efectua o Balanço de Brancos adequado pode ocorrer dominante de cor numa fotografia. Em geral, o olho humano não percebe a cor que não é natural, pois os nossos olhos e cérebro ajustam e compensam os diversos tipos de luz, o que não acontece com as câmaras fotográficas. A dominante de cor também pode ocorrer em fotografias antigas, devido às cores desbotadas, particularmente pela acção da luz ultra-violeta. Em fotografia analógica a dominante de cor em película pode ser corrigida com o uso de filtros, especialmente da cor azul e âmbar (amarelo-alaranjado): Por exemplo, o filtro âmbar é usado para reduzir o tom azulado causado pela luz do dia; O filtro azul reduz a dominante cor-de-laranja causada pela luz incandescente. Em fotografia digital ou imagens digitalizadas as dominantes de cor podem ser corrigidas com técnicas de edição de imagem. (imagens 20 e 21).   

Imagem 20: Imagem com dominante de cor
verde devido a diferentes tonalidades de luz.
Imagem 21: A mesma imagem com a
dominante de cor corrigida.
















DOUBLE-GAUSS LENS – A lente dupla Gauss é uma lente composta, usada principalmente em lentes (objectivas) de câmaras que reduzem as aberrações ópticas ao longo de um plano focal grande. (imagens 22 e 23).

Imagem 22: Desenvolvimento da
Double-Gauss Lens até 1920.


Imagem 23: Esquema de lentes Zeiss Planar de 1896 com
quatro grupos de lentes Gauss.



DPI  Iniciais em inglês de "dots per inch" (pontos por polegada-ppp). É uma unidade de medida para resoluções de impressão, concretamente o números de pontos individuais de tinta que uma impressora ou tóner pode produzir num espaço linear de uma polegada. As impressoras com maior definição, ou seja, um maior valor de pontos por polegada, produzem impressões mais nítidas e detalhadas. O valor dos "dpi/ppp" de uma impressora depende de diversos factores, incluindo o método de aplicação da tinta, a qualidade dos componentes do dispositivo, a qualidade da tinta e o papel usado. (imagem 24). Ver PPP; Ver TIPOS DE IMPRESSORAS.

Imagem 24: Uma imagem com 10x10 pixels no monitor de vídeo necessita de 
uma densidade de impressão bem maior numa impressora de jacto de tinta
para se obter uma qualidade equivalente.



DSLR  Iniciais em inglês de "digiral single-lens reflex". Também conhecido pelo termo "SLR digital". Versão digital para as antigas câmaras de filme SLR, em que a luz passa apenas pela lente antes de chegar ao sensor. (imagem 25). Ver CÂMARA REFLEX; Ver SLR; Ver ANGENIEUX; Ver ANGENIEUX, PIERRE; Ver RETROFOCUS; Ver OBJECTIVAS GRANDE ANGULAR.

Imagem 25: Representação de um sistema SLR.
1- 4 lentes; 2- Espelho; 3- Obturador; 4- Sensor; 5- Ecrã de focagem;
6- Lente condensadora; 7- Pentaprisma; 8- Visor.



DUBLETO ACROMÁTICOdoublet –  Em óptica, um dubleto é um conjunto de duas lentes dispostas em série. Os efeitos de cada uma das lentes são somados, conferindo ao conjunto características próprias, tais como distância focal e a convergência. Este tipo de lente é amplamente usado em telescópios refractores, lunetas panorâmicas e binóculos, já que minimiza a aberração cromática decorrente da dispersão da luz, que ocorre nos momentos de troca de meio de propagação - do ar para o vidro e do vidro para o ar. (imagem 26).

Imagem 26: Dubleto acromático.


DUPLA EXPOSIÇÃO – É uma técnica fotográfica que consiste em expor um negativo ou diapositivo múltiplas vezes. Em fotografia digital é normalmente designada como "bracketing". A dupla exposição pode igualmente ser efectuada em imagens digitais com recurso a software de edição de imagem, como o Photoshop. (imagens 27 e 28). Ver BRACKETING; Ver ADOBE PHOTOSHOP.

Imagem 27: Dupla exposição. Karlheinz Stockhausen, 1980.
(Foto de Claude Truong-Ngoc)

Imagem 28: Dupla exposição com uma só pessoa, tendo sido
usado o Adobe Photoshop.


DURST – Fabricante italiano de impressoras e ampliadores de fotografia. Designada "Durst Phototecnik S.p.A.", a empresa foi fundada em Bressanone em Janeiro de 1936 pelos irmãos Julius e Gilbert Durst. Depois do seu apogeu, em 1979, com 107.000 aparelhos produzidos, as vendas começaram a declinar a partir de 1982, para apenas algumas centenas em 2005. Em 2000 é constituída uma unidade de produção em Lienz, na Áustria. Em Julho de 2006 a empresa anunciou o encerramento da produção de ampliadores. Actualmente, a empresa Durst dedica-se à impressão de grandes formatos e impressão de cerâmica, têxteis, vidro, etiquetas, placards, letreiros e rótulos, com delegações e unidades de produção espalhadas pelos seis continentes. (imagens 29 e 30).

Imagem 29: Logotipo da marca Durst.

Imagem 30: Ampliador Durst F60.



DYNAMIC RANGE – Ver ALCANCE DINÂMICOVer ALCANCE DA LUMINOSIDADE; Ver CONTRASTEVer HDR; Ver HDRR.



(continua)